Boipeba a pé: roteiro econômico de 4 dias no paraíso da bahia

Se você está pensando em conhecer a Ilha de Boipeba, na Bahia, e quer fazer isso gastando pouco e aproveitando ao máximo o destino, eu tenho uma proposta: que tal explorar tudo a pé? Foi exatamente isso que eu fiz, numa viagem com trilhas e gastronomia local.

Neste post, eu compartilho como foi passar 4 dias em Boipeba, conhecendo o melhor da ilha sem gastar rios de dinheiro. Vem comigo?

🛬 Chegada em Boipeba: o início da jornada

Minha viagem começou com uma parada rápida de uma noite em Morro de São Paulo, onde optei por um transfer 4×4 no fim da tarde. A estrada é cheia de emoção — literalmente esburacada — então tomei meu remédio para enjoo e segui viagem. Cheguei em Boipeba no início da noite, após cerca de 2h30 de trajeto.

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🌊 Dia 1 – Praia, trilhas e o melhor acarajé da ilha

Começamos o dia com um almoço na Boca da Barra, onde os preços tendem a ser mais altos por ser ponto de parada de lanchas. Mas com um pouco de pesquisa, encontramos PFs mais em conta.

Almoço: prato feito na região da Boca da Barra

Nosso primeiro banho de mar aconteceu depois uma trilha para a Praia de Tassimirim. Foi super tranquila, com infraestrutura, sombra e mar calmo (ideal para crianças ou quem gosta de piscinas naturais).

Depois seguimos para a Praia da Cueira, onde há mais quiosques e estrutura. Importante: não precisa refazer a trilha toda vez. Existe uma estrada alternativa, por onde você pode ir de jardineira ou quadriciclo, direto do centrinho até a praia. 👣

Finalizamos o dia com um pôr do sol entre o Cais de Boipeba e a Vila dos Pescadores. Escolhi jantar cuscuz e suco.

🐚 Dia 2 – Moreré, Praia do Amor e muito pé na areia

O plano era chegar até Moreré, passar pelas piscinas naturais e, quem sabe, esticar até Bainema. Para isso, foi preciso atravessar a foz do rio com ajuda de um barquinho, já que a correnteza estava forte pela manhã.

Pelo caminho, passamos pela Praia do Amor, que oferece uma vista incrível da Cueira e de Tassimirim. Vale muito a visita! Mas aqui vai um conselho importante: não adianta madrugar em Boipeba. Em ilhas, é comum que as nuvens demorem a dispersar pela manhã até o sol aparecer, então os comércios abrem um pouco tarde. Melhor respeitar o ritmo de Boipeba 😉

Vista na praia de Bainema, em Boipeba

Chegando em Bainema, encontramos o que eu esperava da velha Boipeba: tranquilidade, menos comércio e aquela vibe mais nativa. Perfeita para quem busca paz e conexão com a natureza.

Ah! E sobre as piscinas naturais de Moreré: tentamos chegar a pé, mas não recomendo. Os corais machucam, é perigoso, e os próprios moradores aconselham a não seguir esse caminho. Melhor pegar um barquinho quando a maré estiver baixa. 💦

🍤 Gastronomia local: o auge do camarão com banana da terra

Voltar para Moreré no fim do dia foi uma delícia. A maré estava baixa, formaram-se bancos de areia e conseguimos curtir até as “piscinas alternativas”, mais acessíveis e tranquilas.

Nesse dia, conheci o auge gastronômico da ilha: além de ter provado uma empada de camarão com banana da terra (vendida por ambulante em Tassimirim) e visitei a barraca do acarajé da Karol na Praia da Cueira. Também provamos o pastel, e no dia seguinte voltei para experimentar o espaguete de camarão. Tudo 100% delicioso e com excelente custo-benefício. 🧡

Prato de espaguete com camarão vendido no Acarajé da Karol (Praia da Cueira)

🌅 Dia 3 – Cultura local e mais trilhas

No último dia completo na ilha, segui o roteiro “plano B para dias de chuva” e visitei a Casa Arco-Íris, um espaço cultural com atividades como yoga, dança e cinema. Também conheci o Museu dos Ossos, tocado pelo Cabeludo, figura local e dono do acervo de ossadas marinhas e histórias da ilha. O museu é literalmente na casa dele!

Depois, me aventurei até o Mirante do Quebra-Cu (sim, o nome é esse), uma trilha um pouco mais puxada — a única em que um tênis realmente fez sentido. Mas, sinceramente, a vista da lateral da igreja é mais bonita e bem mais fácil de acessar.

4º e Último dia: meu aniversário! 🎂

No meu último dia, curti as praias de Moreré, a Foz do Rio, a Praia do Amor e, claro, finalizei o aniversário com mais um prato maravilhoso no acarajé da Karol e um jantar especial no restaurante Divino Antônio, que também vende arte e decoração.

Trilha (dentro de propriedade particular) entre a Velha Boipeba e a praia de Tassimirim/praia da Cueira

À noite, Boipeba se transforma com música ao vivo, roda de samba, apresentações e uma cena noturna bem mais animada do que você pode imaginar. O destaque da quinta-feira é o show da Nina 100 Babado na Casinha Latina, com dublagens de músicas famosas.

Vale a pena conhecer Boipeba?

Com certeza! A ilha é mais movimentada do que eu imaginava, mas ainda preserva um ritmo calmo, paisagens incríveis, experiências autênticas e uma gastronomia surpreendente. Chegar até lá com um orçamento apertado é um desafio, mas dá tudo certo.

A especulação imobiliária e os riscos de gentrificação já começaram e eu quero muito voltar antes que seja tarde para explorar a Ponta dos Castelhanos e me hospedar na vila de pescadores de Moreré.

Espero ter ajudado vocês! Gostou desse roteiro? Me conte aqui nos comentários ou nas redes sociais. Estou no InstagramTikTok e YouTube como @nathbragap.

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